Busca compreender como se dá a construção do psiquismo humano (o mundo interno) a partir das relações sociais vividas pelo homem. O mundo objetivo passa a ser visto não como fator de influência para o desenvolvimento da subjetividade, mas como fator constitutivo. O comportamento deixa de ser o objeto de estudo para ser uma das expressões do mundo psíquico e fonte de dados para a compreensão da subjetividade. Essa nova psicologia social pretende ir além do que é observável, isto é, além do comportamento, buscando compreender o mundo invisível do indivíduo.
O homem como ser social, como um ser de relações sociais, está em permanente movimento. Estamos sempre nos transformando, apesar de aparentemente nos mantermos iguais. Isso porque nosso mundo interno se alimenta dos conteúdos que vêm do mundo externo e, como nossa relação com esse mundo exterior não cessa, estamos sempre em movimento, em processo de transformação, transformando a ação.
A Nova Psicologia Social irá propor, como conceitos básicos de análise a atividade, a consciência e a identidade, que são as propriedades ou características essenciais dos homens e expressam o movimento humano.
Atividade
É através dela que o homem se aproxima do mundo. É a atividade que propicia a transição daquilo que está fora do homem para dentro dele. Ex: a criança que se apropria do mundo, manuseando os objetos, desmontando-os, montando-os, colocando-os para dentro de si, transformando a experiência em imagens e em idéias que passam a habitar o seu mundo interno.
A atividade (prática humana) é a base do conhecimento e do pensamento do homem. É a necessidade que os indivíduos apresentam na manutenção de uma relação ativa com o mundo externo. Para existirmos, precisamos atuar sobre o mundo, transformando-o de acordo com nossas necessidades. Ao fazer isso, estamos construindo a nós mesmos. A existência do mundo interno, depende do mundo externo. Atuar no mundo é uma propriedade do homem e a atividade é uma das suas determinações.
Consciência
Expressa a forma como o homem se relaciona com o mundo objetivo. O homem reage ao mundo compreendendo-o. A consciência não se limita apenas ao saber lógico, ela inclui o saber das emoções e sentimentos do ser humano, o saber dos desejos, o saber do inconsciente.
Como maneira de reagir ao mundo, a consciência está em permanente movimento. Ela é produto das relações sociais que os homens estabelecem. O cérebro humano foi se aperfeiçoando através dos séculos, mas essa evolução não teria lugar se não houvesse condições externas ao homem que o estimulassem, como por exemplo: o trabalho, a vida social e a linguagem.
O homem encontra um mundo de objetos e significados já construídos pelos seus pares. Nas relações sociais, ele se apropria desse mundo cultural e desenvolve o sentido pessoal. Produz assim, uma compreensão sobre o mundo, sobre si mesmo e os outros, construída no processo de produção da existência, tendo sua matéria-prima na realidade objetiva e social, mas que é própria do indivíduo, pois é o resultado de um trabalho seu.
Estuda-se a consciência através de suas mediações. No mundo observável, vamos encontrar as representações sociais, veiculadas pela linguagem, que são expressões da consciência. Quando alguém discursa ou simplesmente fala sobre algum assunto, está se referindo ao mundo real e expressa sua consciência através das representações sociais, denominação dada ao conjunto de idéias que articulam os significados sociais, ou seja, o sentido construído coletivamente para o objeto, com sentido pessoal. Envolve crenças, valores e imagens que os indivíduos constroem, no decorrer de suas vidas, a partir da vivência na sociedade.
Identidade
É a denominação dada às representações e sentimentos que o indivíduo desenvolve a respeito de si, a partir do conjunto de suas experiências. Ela é a síntese pessoal sobre o si mesmo, incluindo dados pessoais (cor, sexo, idade...), biografia (trajetória pessoal), atributos que os outros lhe conferem, permitindo uma representação a respeito de si.
Este conceito supera a compreensão do homem enquanto conjunto de papéis, de valores, de habilidades, atitudes..., pois compreende todos estes aspectos integrados (o homem como totalidade) e busca captar a singularidade do indivíduo, produzida no confronto com o outro.
A mudança nas situações sociais, na história de vida e nas relações sociais, determina um processar contínuo na definição de si mesmo. Neste sentido, a identidade do indivíduo deixa de ser algo estático e acabado, para ser um processo contínuo de representações de seu estar sendo no mundo.
Concluindo
A psicologia social tradicional é descritiva, enquanto a nova proposta busca ser explicativa ou compreensiva, enfocando a relação que o indivíduo mantém com a sociedade e os processos subjetivos que vão ocorrendo nessa relação.
Para a psicologia social tradicional o homem é um ser que reage às estimulações externas, atribui-lhes significado e se comporta no espaço social. A nova psicologia social concebe o homem como um ser de natureza social, que constrói a si próprio, ao mesmo tempo em que constrói, com outros homens, a sociedade e sua história. A nova corrente desvincula-se da tradição americana de ciência pragmática, com intenções de prever o comportamento e manipulá-lo, optando por uma ciência que, ao melhorar a compreensão que se tem da realidade social e humana, permita ao homem transformá-la.
O homem como ser social, como um ser de relações sociais, está em permanente movimento. Estamos sempre nos transformando, apesar de aparentemente nos mantermos iguais. Isso porque nosso mundo interno se alimenta dos conteúdos que vêm do mundo externo e, como nossa relação com esse mundo exterior não cessa, estamos sempre em movimento, em processo de transformação, transformando a ação.
A Nova Psicologia Social irá propor, como conceitos básicos de análise a atividade, a consciência e a identidade, que são as propriedades ou características essenciais dos homens e expressam o movimento humano.
Atividade
É através dela que o homem se aproxima do mundo. É a atividade que propicia a transição daquilo que está fora do homem para dentro dele. Ex: a criança que se apropria do mundo, manuseando os objetos, desmontando-os, montando-os, colocando-os para dentro de si, transformando a experiência em imagens e em idéias que passam a habitar o seu mundo interno.
A atividade (prática humana) é a base do conhecimento e do pensamento do homem. É a necessidade que os indivíduos apresentam na manutenção de uma relação ativa com o mundo externo. Para existirmos, precisamos atuar sobre o mundo, transformando-o de acordo com nossas necessidades. Ao fazer isso, estamos construindo a nós mesmos. A existência do mundo interno, depende do mundo externo. Atuar no mundo é uma propriedade do homem e a atividade é uma das suas determinações.
Consciência
Expressa a forma como o homem se relaciona com o mundo objetivo. O homem reage ao mundo compreendendo-o. A consciência não se limita apenas ao saber lógico, ela inclui o saber das emoções e sentimentos do ser humano, o saber dos desejos, o saber do inconsciente.
Como maneira de reagir ao mundo, a consciência está em permanente movimento. Ela é produto das relações sociais que os homens estabelecem. O cérebro humano foi se aperfeiçoando através dos séculos, mas essa evolução não teria lugar se não houvesse condições externas ao homem que o estimulassem, como por exemplo: o trabalho, a vida social e a linguagem.
O homem encontra um mundo de objetos e significados já construídos pelos seus pares. Nas relações sociais, ele se apropria desse mundo cultural e desenvolve o sentido pessoal. Produz assim, uma compreensão sobre o mundo, sobre si mesmo e os outros, construída no processo de produção da existência, tendo sua matéria-prima na realidade objetiva e social, mas que é própria do indivíduo, pois é o resultado de um trabalho seu.
Estuda-se a consciência através de suas mediações. No mundo observável, vamos encontrar as representações sociais, veiculadas pela linguagem, que são expressões da consciência. Quando alguém discursa ou simplesmente fala sobre algum assunto, está se referindo ao mundo real e expressa sua consciência através das representações sociais, denominação dada ao conjunto de idéias que articulam os significados sociais, ou seja, o sentido construído coletivamente para o objeto, com sentido pessoal. Envolve crenças, valores e imagens que os indivíduos constroem, no decorrer de suas vidas, a partir da vivência na sociedade.
Identidade
É a denominação dada às representações e sentimentos que o indivíduo desenvolve a respeito de si, a partir do conjunto de suas experiências. Ela é a síntese pessoal sobre o si mesmo, incluindo dados pessoais (cor, sexo, idade...), biografia (trajetória pessoal), atributos que os outros lhe conferem, permitindo uma representação a respeito de si.
Este conceito supera a compreensão do homem enquanto conjunto de papéis, de valores, de habilidades, atitudes..., pois compreende todos estes aspectos integrados (o homem como totalidade) e busca captar a singularidade do indivíduo, produzida no confronto com o outro.
A mudança nas situações sociais, na história de vida e nas relações sociais, determina um processar contínuo na definição de si mesmo. Neste sentido, a identidade do indivíduo deixa de ser algo estático e acabado, para ser um processo contínuo de representações de seu estar sendo no mundo.
Concluindo
A psicologia social tradicional é descritiva, enquanto a nova proposta busca ser explicativa ou compreensiva, enfocando a relação que o indivíduo mantém com a sociedade e os processos subjetivos que vão ocorrendo nessa relação.
Para a psicologia social tradicional o homem é um ser que reage às estimulações externas, atribui-lhes significado e se comporta no espaço social. A nova psicologia social concebe o homem como um ser de natureza social, que constrói a si próprio, ao mesmo tempo em que constrói, com outros homens, a sociedade e sua história. A nova corrente desvincula-se da tradição americana de ciência pragmática, com intenções de prever o comportamento e manipulá-lo, optando por uma ciência que, ao melhorar a compreensão que se tem da realidade social e humana, permita ao homem transformá-la.