Redação de jornal para todos
Mais do que qualquer outra profissão, o jornalista depende de sua capacidade de comunicação. Ele deve ser capaz de expressar idéias por escrito de forma rápida, clara e convincente.
Um bom texto significa pensamento claro e muito trabalho. Embora algumas pessoas sintam mais facilidade para redigir que outras, mesmo o José Loureirro, o Fernando Gabeira, o Carlos Eduardo Novaes, ou qualquer outro profissional com excelente texto tem que suar muito para fazer o seu trabalho.
Pensamento claro
Quem pensa de maneira ordenada, lógica, com certeza redige melhor. Não se deve iniciar um texto sem ter clareza – e certeza – do que se quer comunicar. Sem isto nem mesmo um Prêmio Nobel de Literatura será capaz de se fazer por seus leitores.
Tudo é uma questão de sensibilidade. O primeiro passo é a seleção das idéias. Deve-se pôr no papel os pontos, tópicos e aspectos que se pretende abordar. A auto-censura está proibida. Uma lista extensa e abrangente ajuda bastante. Terminada a listagem, aí sim, convém ser enérgico: é bom eliminar tudo que é desnecessário, repetitivo, supérfluo.
Selecionado o material indispensável à construção do texto, inicia-se o processo de ordenação, observando-se a idéia central, os argumentos e a conclusão. O enfoque deve ser de acordo com o leitor a ser atingido, coerente com a capacidade intelectual e necessária. Cada assunto deve ser escrito conforme o meio de transmissão – rádio, TV, revista, jornal etc.
O processo de redação
A palavra escrita, de origem latina, significa representar palavras ou idéias por meio de sinais. Já redigir significa escrever com ordem e método.
Para conquistar o leitor de jornal deve-se produzir um bom parágrafo. É a história do lead: o que, quem ,quando, onde o texto e por quê? O parágrafo inicial deve resumir todo o texto que virá a seguir. Ele orienta o jornalista e seu leitor – sobre a idéia básica e detalhes que serão expostos na matéria.
Deve-se evitar usar mais de três linhas (de 0 a 72 batidas - ou toques) por frase. Convém manter a média de oito linhas por parágrafo. Isto facilita a leitura e o entendimento do texto.
Não se deve enganar o leitor. É bom ir direto ao assunto. Os verbos devem ter ação. Neste caso, evita-se a voz passiva. Quanto mais direto o texto, mais chance ele tem de ser lido e compreendido. Palavras simples e corriqueiras são sempre bem-vindas. O leitor se sente melhor (mais seguro) ao lidar com conceitos comuns. Devem-se evitar expressões do tipo: analisar em profundidade (analisar é melhor), consenso de opinião (consenso), no presente momento (agora), nem poderia deixar de ser (é), enlace nupcial (casamento).
Palavras como genitora (mãe), campo santo (cemitério), precioso líquido (água), via pública (rua), não podem fazer parte de um texto de jornal.
O texto em tom de conversa cai bem. É recomendável que se escreva melhor do que se fala, para eliminar pausas, repetições de palavras, excesso de conjunções, adjetivos e pronomes. Convém, também, reler o trabalho, após a datilografia final, em voz alta para retirar o que não soar bem.
O bom autor impõe personalidade ao texto. Para isso, vocabulário e pontuação são duas armas poderosas. Trabalhando com o coração, o autor põe sentimento na ação.
A importância do visual
A melhor maneira de introduzir o trabalho do leitor é pelo título. Com ele anuncia-se a matéria, vende-se a notícia. Dividir a matéria em entretítulos, facilita a ordenação de idéias e prende a atenção do leitor. Tais entretítulos devem ser elaborados com uma só palavra, de preferência de 15 em 15 linhas. O objetivo é dinamizar o texto, melhorando o visual e quebrando a monotonia dos textos mais longos.
Para dar destaque às palavras, convém sublinhá-las. Elas entrarão no texto compostas em negrito. Não se deve abusar desse expediente, pois todo excesso é prejudicial.
As declarações dos entrevistados aparecem entre aspas (“...”), quando a frase não ultrapassa quatro linhas. Em caso contrário, o melhor é abrir parágrafo precedido de travessão (-). A idéia central da matéria, por sua vez, deve vir num parágrafo maior (em média 15 linhas) para surpreender o leitor.
Como redigir bem o jornal
Para facilitar o trabalho da redação jornalística, algumas sugestões tornam-se bastante úteis:
“As palavras são utilizadas para expressar idéias; mas quando se apoderam das idéias , os homens esquecem as palavras”.
Chuang Tse
Mais do que qualquer outra profissão, o jornalista depende de sua capacidade de comunicação. Ele deve ser capaz de expressar idéias por escrito de forma rápida, clara e convincente.
Um bom texto significa pensamento claro e muito trabalho. Embora algumas pessoas sintam mais facilidade para redigir que outras, mesmo o José Loureirro, o Fernando Gabeira, o Carlos Eduardo Novaes, ou qualquer outro profissional com excelente texto tem que suar muito para fazer o seu trabalho.
Pensamento claro
Quem pensa de maneira ordenada, lógica, com certeza redige melhor. Não se deve iniciar um texto sem ter clareza – e certeza – do que se quer comunicar. Sem isto nem mesmo um Prêmio Nobel de Literatura será capaz de se fazer por seus leitores.
Tudo é uma questão de sensibilidade. O primeiro passo é a seleção das idéias. Deve-se pôr no papel os pontos, tópicos e aspectos que se pretende abordar. A auto-censura está proibida. Uma lista extensa e abrangente ajuda bastante. Terminada a listagem, aí sim, convém ser enérgico: é bom eliminar tudo que é desnecessário, repetitivo, supérfluo.
Selecionado o material indispensável à construção do texto, inicia-se o processo de ordenação, observando-se a idéia central, os argumentos e a conclusão. O enfoque deve ser de acordo com o leitor a ser atingido, coerente com a capacidade intelectual e necessária. Cada assunto deve ser escrito conforme o meio de transmissão – rádio, TV, revista, jornal etc.
O processo de redação
A palavra escrita, de origem latina, significa representar palavras ou idéias por meio de sinais. Já redigir significa escrever com ordem e método.
Para conquistar o leitor de jornal deve-se produzir um bom parágrafo. É a história do lead: o que, quem ,quando, onde o texto e por quê? O parágrafo inicial deve resumir todo o texto que virá a seguir. Ele orienta o jornalista e seu leitor – sobre a idéia básica e detalhes que serão expostos na matéria.
Deve-se evitar usar mais de três linhas (de 0 a 72 batidas - ou toques) por frase. Convém manter a média de oito linhas por parágrafo. Isto facilita a leitura e o entendimento do texto.
Não se deve enganar o leitor. É bom ir direto ao assunto. Os verbos devem ter ação. Neste caso, evita-se a voz passiva. Quanto mais direto o texto, mais chance ele tem de ser lido e compreendido. Palavras simples e corriqueiras são sempre bem-vindas. O leitor se sente melhor (mais seguro) ao lidar com conceitos comuns. Devem-se evitar expressões do tipo: analisar em profundidade (analisar é melhor), consenso de opinião (consenso), no presente momento (agora), nem poderia deixar de ser (é), enlace nupcial (casamento).
Palavras como genitora (mãe), campo santo (cemitério), precioso líquido (água), via pública (rua), não podem fazer parte de um texto de jornal.
O texto em tom de conversa cai bem. É recomendável que se escreva melhor do que se fala, para eliminar pausas, repetições de palavras, excesso de conjunções, adjetivos e pronomes. Convém, também, reler o trabalho, após a datilografia final, em voz alta para retirar o que não soar bem.
O bom autor impõe personalidade ao texto. Para isso, vocabulário e pontuação são duas armas poderosas. Trabalhando com o coração, o autor põe sentimento na ação.
A importância do visual
A melhor maneira de introduzir o trabalho do leitor é pelo título. Com ele anuncia-se a matéria, vende-se a notícia. Dividir a matéria em entretítulos, facilita a ordenação de idéias e prende a atenção do leitor. Tais entretítulos devem ser elaborados com uma só palavra, de preferência de 15 em 15 linhas. O objetivo é dinamizar o texto, melhorando o visual e quebrando a monotonia dos textos mais longos.
Para dar destaque às palavras, convém sublinhá-las. Elas entrarão no texto compostas em negrito. Não se deve abusar desse expediente, pois todo excesso é prejudicial.
As declarações dos entrevistados aparecem entre aspas (“...”), quando a frase não ultrapassa quatro linhas. Em caso contrário, o melhor é abrir parágrafo precedido de travessão (-). A idéia central da matéria, por sua vez, deve vir num parágrafo maior (em média 15 linhas) para surpreender o leitor.
Como redigir bem o jornal
Para facilitar o trabalho da redação jornalística, algumas sugestões tornam-se bastante úteis:
- O texto deve conter os elementos fundamentais da notícia: Quem? Quando? E Por quê?;
- As regras gramaticais devem ser obedecidas, acima de tudo. Convém evitar gíria;
- A linguagem coloquial é a de mais fácil leitura e atinge um público maior. Por isso o texto jornalístico deve ser simples, natural e espontâneo, com se fosse um bate-papo;
- As frases seguem a ordem direta;
- As palavras e expressões devem ser simplificadas, assim como os tempos dos verbos;
- Rimas e palavras com a mesma terminação deve ser evitadas;
- Cacófatos nunca são bem-vindos! (Ex.: na boca dela);
- O texto deve ter ritmo: frases curtas (assim como as palavras) e pontuação correta ajudam bastante;
- Precisão e concisão são duas qualidades fundamentais. É bom empregar palavras exatas e não palavras em excesso. Não convém abusar de adjetivos;
- Texto objetivo é texto coerente, que não mistura idéias ou informações. A objetividade e a unidade de pensamento produzem texto com início, meio e fim;
- A revisão do texto deve ser feita em voz alta que se percebam palavras e frases que não soam bem.